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Lubrificação do motor do carro

parte 2


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A viscosidade de um óleo é identificada pelo seu número SAE, designação que deriva do nome da sociedade americana Society of Automotive Engineers, que estabeleceu as normas de viscosidade. Os números SAE 20, 30, 40 e 50 indicam que a viscosidade do óleo se mantém dentro de certos limites a temperaturas de 99ºC. Os números SAE 5W, 10W e 20W indicam que viscosidade se mantém dentro de limites determinados à temperatura de 18ºC. Estes números apenas especificam a viscosidade, não se referindo a outras características; quanto mais baixo for o número SAE, mais fluido será o óleo.

Um óleo multigrade tem um índice de viscosidade elevado, ou seja, a sua viscosidade altera-se pouco com a temperatura. Poderá ter; por exemplo, uma especificação SAE 10W/30 ou 20W/50. Um óleo multigrade tem a vantagem de permitir um arranque mais fácil em tempo frio, pôr ser muito fluido a baixa temperatura mantendo, contudo, as suas qualidades de lubrificação a elevadas temperaturas.

Aditivos detergentes e dispersantes

Alguns produtos parcialmente queimados conseguem passar pelos segmentos dos pistões e chegar até o cárter. Estes produtos incluem ácidos, alcatrões e materiais carbonizados que devem ser absorvidos pelo óleo e mantidos em suspensão. Se não forem absorvidos, esses produtos formam depósitos nas caixas dos segmentos dos pistões e nas passagens de óleo, obstruindo a circulação do óleo e originando engripamento dos anéis dos pistões.

Um óleo que contenha aditivos dispersantes e detergentes manterá esses produtos em suspensão sempre que as dimensões destes forem suficientemente reduzidas, isto é, quase moleculares. Na ausência destes aditivos, esses produtos coagulam, formando uma espécie de lama ou qualquer outro depósito.

Mudanças de óleo

É conveniente respeitar os prazos recomendados pelos fabricantes dos automóveis para substituição do óleo. Esses períodos deverão mesmo ser encurtados para três ou quatro meses, se o automóvel for somente utilizado em pequenos trajetos.

A razão para maior frequência da mudança de óleo, neste caso, reside no fato de quantidade de aditivos detergentes e dispersantes presente no óleo ser pequena e consumir-se com muito maior rapidez nas condições de repetidos arranques e paradas do que em percursos longos, em que o motor funciona a uma temperatura estável.

Cárter seco

A maioria dos carros possui um sistema de cárter úmido, ou seja, o óleo do motor será armazenado embaixo do virabrequim, no cárter. Este cárter tem de ser grande e fundo o suficiente para comportar de quatro a seis litros de óleo.

Em um cárter úmido, a bomba de óleo puxa o óleo da parte inferior do cárter através de um tubo, chamado tubo de captação, e o bombeia sob pressão para o resto do motor.

Já num carro com cárter seco, o óleo é armazenado em um tanque fora do motor e não no cárter de óleo. Há pelo menos duas bombas de óleo em um cárter seco – uma, chamada bomba de circulação, puxa o óleo do cárter e o envia para o tanque e a outra, chamada bomba de pressão, recebe o óleo do tanque e o envia para lubrificar o motor. A mínima quantidade possível de óleo permanece no motor.

Os sistemas de cárter seco possuem vantagens importantes comparadas aos de cárter úmido:

  • um cárter seco não precisa ter um cárter de óleo grande o suficiente para manter o óleo sob o motor, o volume principal do motor pode ser distribuído mais abaixo no veículo. Isso ajuda a abaixar o centro de gravidade e também pode ajudar na aerodinâmica (permitindo um capô mais baixo);
  • a capacidade de óleo de um cárter seco altamente variável. O tanque que contém o óleo pode ser instalado em qualquer parte do veículo;
  • em um cárter úmido as curvas, as frenagens e as acelerações podem fazer com que o óleo se acumule em um lado do motor. Esse acúmulo pode mergulhar o virabrequim no óleo enquanto ela gira ou deixar o tubo captador de óleo da bomba principal sem puxar óleo, causando queda imediata da pressão do lubrificante, sempre ruim para o motor;
  • óleo em excesso em volta do virabrequim em um cárter úmido pode ficar acumulado na peça e causar perda de potência devido ao arrasto hidráulico. Algumas fabricantes afirmam que a potência dos veículos melhora em até 15 cv, quando se usa um cárter seco.

A desvantagem do cárter seco é o aumento do peso, da complexidade e do custo da bomba extra e do tanque – mas dependendo do propósito do carro essa desvantagem pode ser pequena face aos benefícios.

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