GPS – como é feita a elaboração de mapas digitais

Como um mapa é digitalizado para o GPS

Fonte: Super Interessante, ed. 266, jun/ 2009


O processo que leva as coordenadas das ruas ao seu GPS não tem quase nada de automático. É uma tarefa extremamente trabalhosa e minuciosa feita por um profissional conhecido como analista geográfico.

Até o mapa chegar à tela, é preciso combinar com paciência e precisão duas bases de dados analógicos.

A primeira é o desenho das vias, obtido com imagens de satélite, fotos tiradas de avião e carros com aparelhos de GPS tais como o do Google Earth.

A segunda é a informação sobre as ruas, como nome, numeração, calçamento, direção e volume de tráfego, pontos de interesse, coletada com instituições públicas e equipes de pesquisa. Um simples trecho de mapa pode ter até 260 atributos, como número de faixas de rolamento, numeração da rua, restrição de manobras, barreiras físicas, localização de radares, pontos de referência, entre outros itens. Também indica pontos de interesse, como hotéis, restaurantes, lojas, hospitais, postos de combustível, shoppings e estádios.

Isso não sai de graça -imagens de satélite mais detalhadas custam RS 125 por km2 – e vai ficar mais caro com novos serviços, como o que traça a rota que foge do congestionamento.

A mais conhecida empresa de elaboração de mapas digitais é a Navteq que tem cerca de 700 analistas geográficos nos 196 escritórios que mantém em 36 países. Como o GPS é cada vez mais onipresente nos celulares com mais recursos, a Nokia adquiriu a Navteq em outubro de 2007 pela quantia de US$ 8,1 bilhões. Só esse valor dá uma noção do tamanho e potencial do mercado para GPS e mapas digitais.

Veja abaixo como é o processo de elaboração de um mapa digital para GPS

Analista geográfico coletando informações em um carro para elaboração de mapas digitais para GPS

  1. fonte de material: Pode-se usar uma imagem de satélite, fotos tiradas de avião ou registros de GPS, Estes são feitos por carros equipados que passam por todas as ruas da região mapeada. Às vezes, o trajeto precisa ser repetido, para ter uma linha média.
  2. informações sobre ruas: No computador, acrescentam-se dados sobre as vias: nome, se têm asfalto ou terra, se são de mão simples ou dupla. Define-se também a importância da via, para que o GPS identifique quais são as principais na hora de traçar uma rota.
  3. entroncamentos: Até esta etapa, as ruas estão todas sem saída: estão digitalizadas, mas não se conectam. É preciso que alguém determine o que é cruzamento, viaduto e beco, tornando possível traçar rotas.
  4. pontos de interesse: Quanto mais pontos de referência (parques, hotéis, metro), melhor o mapa. Geralmente esses dados vêm para o GPS direto de fábrica, mas alguns modelos permitem que o próprio motorista insira dados, ao estilo do Google Earíh.

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